A SERPENTE FALA PRIMEIRO


A chuva parou, mas o ar continua carregado — como se a água estivesse suspensa, indecisa. PB não acendeu nenhuma luz. Só o brilho azulado da rua entrava pela janela entreaberta, acompanhando o ritmo do leve rangido da cadeira de balanço e o cheiro de terra molhada. Ele buscou na memória, não sem esforço, a palavra exata para o cheiro que sentia: petrichor — o aroma que se desprende quando a chuva penetra a terra seca. Há um prazer austero em nomear as coisas. O livro de Wirth estava aberto na primeira parte. Páginas marcadas, dobradas, cobertas de anotações a lápis quase apagadas. PB leu e releu o trecho da serpente do Gênesis esta noite. A cada leitura, uma figura diferente: primeiro, provocação. Depois, quase uma bênção disfarçada. Depois, acusação. Agora não sabe mais. O pensamento não converge — orbita. Um frio na nuca. Como se abrissem uma janela invisível atrás dele. Será?

 

PB — Wirth… você está aí de novo? Ou sou eu que estou te chamando porque não consigo dormir com essa serpente na cabeça?

Um silêncio longo só interrompido pelo gotejar distante de uma calha.

OW — Estou aqui. Sempre que você me lê com tamanha inquietação, eu apareço. A serpente também. Ela nunca vai embora. Só espera você parar de ter medo dela.

PB — Medo? Eu não tenho medo dela. Eu tenho raiva. Durante séculos nos ensinaram que ela é o mal, a tentação, o grande vilão da história. A serpente que engana, que provoca a queda. A serpente amaldiçoada que deve rastejar e comer pó. E você, meu Irmão, vem até aqui e me diz que ela foi a primeira Iniciadora. Que, sem ela, a humanidade teria permanecido ingênua e feliz sem nunca perguntar “por quê?”. Isso não te parece uma heresia?

OW — Heresia?  Para quem, meu Irmão? Para o gênio tutelar do instinto animal, sim. Para o Deus que queria que o homem continuasse obediente e dócil, vegetando no paraíso zoológico? Sim, desse ponto de vista, seria uma heresia terrível. Mas, e para a Suprema Sabedoria que dirige a evolução do cosmos inteiro? Não creio. Era apenas o primeiro passo. Inevitável.

PB — Inevitável? Você fala como se a Queda tivesse sido planejada. Como se Deus tivesse plantado a árvore proibida de propósito, colocado a serpente lá e dito: “Agora vamos ver no que isso vai dar”. Isso não te incomoda?

OW — Incomoda quem pensa em Deus como um pai zangado que pune a desobediência. Mas, e se Ele for o Arquiteto que desenhou o plano inteiro, inclusive a desobediência? E se a “queda” for, na verdade, a descida necessária que antecede à ascenção — desta vez consciente, livre, responsável?

PB — Então, Eva não errou?

OW — Eva escutou primeiro. Isso é tudo. A imaginação feminina, a faculdade divinatória, a luz astral que ainda não foi domesticada pela razão solar — foi ela quem ouviu a serpente. E ouviu bem. “Vós sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal”. Não foi mentira. Foi profecia. O preço é que ninguém avisou que conhecer o mal é doloroso.

PB — Dói mesmo. Trabalho, suor, lágrimas, dor no parto, morte…

OW — E também vergonha da nudez. E roupa. E fogo. E casa. E ferramenta. E linguagem. E pergunta. Tudo isso veio junto. O paraíso era preguiça feliz. A expulsão foi o primeiro salário da humanidade.

PB — Salário… Você me fez lembrar do Companheiro.

OW — Sim, porque é a mesma coisa, meu Irmão. O Companheiro recebe salário porque já trabalhou. O paraíso não pagava. Era esmola divina. A serpente ensinou a trocar conforto por dignidade.

PB — Mas, e o preço? Por vezes, parece-me alto demais. Crianças morrendo, guerras, doenças, uma velhice humilhante, dor, culpa e solidão. Valeu a pena?

OW — Pergunta errada. Não se pergunta “se valeu”. Pergunta-se: o que você faz com o preço que já foi pago? A serpente não prometeu felicidade. Ela prometeu consciência. Cabe a nós decidir se usamos essa consciência para construir ou para destruir.

PB — E se eu disser que, em alguns dias, preferia não saber de nada? Voltar ao instinto puro, sem remorso, sem culpa? Sem lembrar que um dia fui feliz sem saber que era feliz?

OW — Então você ainda não morreu o suficiente. A primeira morte iniciática é exatamente essa: aceitar que o instinto não basta. Que a felicidade inconsciente é para a criança e para o animal, não para o homem que já provou o fruto. Depois que se prova, não se volta atrás. Só se vai adiante… ou se apodrece no ressentimento.

PB — E a serpente? O que aconteceu com ela depois?

OW — Ela continuou rastejando. Mas também continuou sussurrando. Nos sonhos. Nas visões. Nas intuições que vêm antes da razão. Nos mitos de todas as culturas. No caduceu de Hermes. Na kundalini. No ouroboros que morde a própria cauda. Ela nunca foi embora. Só mudou de forma. E espera, paciente, que você pare de chamá-la de demônio e comece a chamá-la de mestra.

PB — Mestra? A serpente maldita? Mestra? Mas isso é muito para engolir numa noite chuvosa!

OW — Então não engula tudo de uma vez. Deixe repousar. Amanhã, quando o sol nascer, olhe para a luz comum e pergunte: “Será que eu teria coragem de ouvir a serpente de novo, sabendo o preço?”. Se a resposta for sim… então você já começou a caminhar.

PB — E se for não?

OW — Então você ainda está no paraíso. Mas já sabe que ele não existe mais. E isso, meu Irmão, já é o começo da expulsão.

Um silêncio mais longo. O gotejar da calha parece marcar o tempo

PB — Sabe o que me incomoda mais? Não é o preço em si. Se você tiver razão, então, depois de tudo, a serpente continua sendo amaldiçoada. Nos livros, nos sermões, nas pinturas. Ela é sempre a vilã. Ninguém agradece.

OW — Agradecer? Mas quem entenderia o bastante para agradecer? As massas que ainda temem a luz? A serpente não pediu agradecimento. Ela pediu apenas uma coisa: escuta. E quem lhe dá ouvidos, paga o preço uma vez. E, depois, paga novamente, porque o preço nunca acaba. Contudo, quem escuta de verdade começa a ver que a maldição não foi dela. Foi nossa. Nós é que amaldiçoamos a consciência, porque ela dói. Porque preferimos o conforto da ignorância ao desconforto da verdade. A serpente apenas nos ofereceu o espelho. Nós quebramos o espelho e culpamos o reflexo.

PB — Então… ela é... inocente?

OW — Inocente não é a palavra, meu Irmão. Ela é necessária. Sem ela, não haveria pergunta. Sem pergunta, não haveria busca. Sem busca, não haveria Iniciação. E, sem Iniciação, não haveria Maçonaria. Nem você aqui, nesta cadeira, conversando com um morto numa noite chuvosa.

PB — Você está me dizendo que devo agradecer à serpente?

OW — Não estou dizendo que deve. Estou dizendo que, se um dia você conseguir agradecer, vai descobrir que a maldição virou bênção. E que o pó que ela come não é humilhação. É matéria-prima. O mesmo pó do qual somos feitos. O mesmo pó que o Arquiteto usa para moldar pedras.

PB — Pó… Eu me sinto assim às vezes. Pó molhado, grudado na cadeira, sem vontade de levantar.

OW — Então levante. Não por heroísmo. Por gratidão. A serpente já pagou o preço de te acordar. Agora cabe a você decidir o que fazer com o despertar.

PB — E se eu não souber?

OW — Então volte amanhã. E depois de amanhã. E depois. A serpente não tem pressa. Ela rasteja devagar, mas não para nunca.

 

Outra pausa. PB olha para a janela. A rua está vazia. Só reflexos tremendo numa possa poça d’água.

 

PB — Sabe, Wirth, eu sempre achei que a serpente era má. Era má porque mentia. Mas agora estou começando a achar que ela era má porque dizia a verdade. E a verdade, quando chega cedo demais, parece mentira. Por outro lado, ouvir você, não é como ouvir a serpente?

OW — Isso cabe a você decidir. A serpente não mentiu. Ela apenas chegou antes da hora. E nós ainda não estávamos prontos para ouvi-la. Mas agora, talvez estejamos.

PB — Talvez.

OW — Então escute de novo. Ela ainda está sussurrando. Só que agora o sussurro não vem de fora. Vem de dentro.

PB — De dentro…

OW — Sim. E quando você escutar claramente, vai reconhecer sua própria voz. Não é mais a serpente. É você mesmo, que já provou o fruto e que não pode mais fazer de conta que não sabe o que sabe. 

Silêncio definitivo. A cadeira range uma última vez. PB fecha o livro, mas acende a luz. Fica olhando a janela escura, como se esperasse ver, refletida no vidro, uma serpente de olhos antigos que o observa e sorri.


 

A Segunda Morte

 

O Mestrado é existencial. Não apocalíptico. Não há juízo final, nem anjos, nem trombetas. O Mestrado é o nada, é movimento no vazio. A construção de um Templo que nunca se completa, porque tudo já terminou antes de começar. A maçonaria não pede crença: pede presença e morte. Isso é sacrifício, sim, mas é sempre voluntário.

Morre-se duas vezes. A primeira, no grau de Aprendiz, acontece com o despojamento dos metais. Eles são vaidade, ambição, certezas. Morre-se na Câmara escura. O testamento é aceitação do fato de que há um “eu” antigo que precisa morrer para dar lugar ao novo. É doloroso, mas ainda há a esperança de tornar-se pedra bem talhada.

A segunda morte, no grau de Mestre, mata a esperança de progresso. É o momento em que o iniciado descobre que o que ele conquistou ― as ferramentas, a estrela flamígera, o salário e mesmo a luz interior ― era ilusão. Hiram está morto e não vai ressuscitar como herói. O segredo maior ― a palavra verdadeira ― perdeu-se e não será encontrada.

Carl Jung falava de algo muito parecido quando descrevia o processo de individuação. Para Jung, o ego é o “eu” consciente — aquele que acha que controla a vida, que tem planos, que quer ser bom, forte, iluminado. O ego é útil, mas também é mentiroso: ele se apega à imagem de si. A individuação exige mortes simbólicas. Primeiro, confrontar a Sombra ― os defeitos que a gente esconde. Depois, o confronto com o Self. Nesse momento o ego precisa se submeter. Jung chamava isso de crucificação do ego ou noite escura da alma.  Não há recompensa ou early stopping, porque não se pode parar quando dói ou quando parece que “já se entendeu”. Não há convergência final, mas três catástrofes programadas.

A iniciação maçônica é uma exposição radical à perda e ao vazio que requer autenticidade, resiliência e capacidade de servir sem ser visto.


O Caminhante

Diga-me você: quem é o caminhante que atravessa desertos e percorre os mares sob céus e ventos?
Quem é aquele que se cobre de panos e se oculta a ponto de não revelar nem corpo nem alma?
Que estende as mãos e não teme a solidão?

Quem é o caminhante?

É o peregrino que atravessa desertos interiores em busca de sentido.
É o viajante do espírito, que não pertence a lugar algum e, por isso, pode atravessar todos.
É o ser, em sua condição mais profunda, caminhando sem conhecer o destino.

A mão estendida pode pedir ou oferecer.

O caminhante é aquele que segue, ainda que não veja o fim do deserto.

 

A Morada dos Invisíveis

Há certas coisas que, para mim, são feitas de sugestão. Não que não sejam as coisas que de fato são. Não diria o contrário. Nem por isso, todavia, deixam de ser mais do que são, projetando-se para além do real, ou trazendo o real para dentro do ser que as contempla, ou integrando o cenário da contemplação, ou qualquer outra coisa que eu inventasse agora para você ler. Particularmente, gosto de me cercar de coisas assim, que nunca são apenas o que de fato são. Que triste viver entre coisas que são apenas o que de fato são. Verdadeira miséria, porque empobrece até a riqueza. Não ter consigo um cinzeiro de vidro que atravessou gerações. Único sobrevivente dos trigêmeos que habitaram minha infância. Não ter o apontador de lápis capaz de quebrar todas a pontas que ali adentrem... porque só serve para ser bonito, pomposo, pretensiosa miniatura do mundo que custou 1,99. Quando havia lojas de 1,99. Sem contar o millefiori tão encantador quanto seria se fosse, de fato, veneziano e não um falso chinês. Que importa? Se, sob a claridade leitosa, lunar, da velha luminária, tudo isso povoa o meu imaginário, aqui, na morada do invisíveis. 
 

Oswald Wirth e os Signos do Zodíaco

Oswald Wirth, simbolista notável, escreveu um ensaio intitulado Les signes du zodiaque, publicado em 1921. Nesse interessante manual astrológico, os signos são apresentados como uma espécie de “alfabeto universal”, porque traduzem tanto forças naturais quanto dimensões espirituais da experiência humana. Os doze signos são tratados como chaves simbólicas que dialogam com a mitologia, o hermetismo, o tarot e tradições espirituais antigas.

Wirth propõe uma ideia interessante quando argumenta que, mesmo que a astrologia não passe de uma ilusão ou de uma ciência ultrapassada, ainda assim o seu valor permanece. Por quê? Simples: porque ela é uma linguagem simbólica, porque “fala”, por imagens e símbolos, sobre a relação que une o ser humano ao cosmos e à natureza.

Não espere de Wirth que ele tente nos “convencer” de que “astrologia funciona”. Nada disso. O que ele coloca é muito mais profundo, ao dar boas razões para que se estude o simbolismo astrológico pela sabedoria que ele guarda.

Ao final do século XIX, a astrologia clássica era vista por muitos como uma tradição decadente, quase morta. Com poucos praticantes e decréscimo do interesse geral, a prática estava relegada ao esquecimento e mesmo sujeita à ridicularização. Contudo, Élie Star permanecia ativo, utilizando métodos pouco convencionais para fazer previsões. Sem dedicar-se aos cálculos e regras tradicionais, seu estilo era oracular, ou seja, mais próximo de um “vidente” do que de um astrólogo matemático.

No início do século XX, especialmente na década de 1920, a astrologia renasce, e é nesse contexto que Les signes du zodiaque aparece como proposta de resgate da antiga astrologia como tradição simbólica.

Para Wirth, astrologia não é apenas horóscopo, porque ela aponta padrões, estabelecendo conexões com mitologia, alquimia, hermetismo, filosofia esotérica e simbolismo maçônico — pensamento posteriormente desenvolvido por Wirth em Le symbolisme astrologique, obra publicada em 1937.

As analogias que faz entre planetas e tipos humanos são belíssimas e sugerem que tudo se conecta em um sistema de correspondências, na esteira da famosa lógica esotérica do “assim em cima como embaixo”.

Wirth valoriza muito a tradição vinda da Mesopotâmia, aquela região localizada entre os rios Tigre e Eufrates. Para ele, muitos símbolos fundamentais do zodíaco nasceram ali, dentro de mitos que explicam a criação do mundo e o relacionamento entre deuses e humanos. A Epopeia de Gilgamesh é um dos textos mais antigos da humanidade, registrado em escrita cuneiforme, com traduções e publicações modernas só acessíveis no século XIX.

No pensamento de Wirth, o zodíaco é uma espécie de chave para decifrar mitos, lendas e símbolos espirituais, e ele o decifra apontando as características mais importantes de cada signo.

Áries representa o início do ano astrológico, marcado pelo equinócio da primavera. É o signo da iniciativa, da energia vital e do impulso criativo. Ligado ao elemento fogo, carrega agressividade e coragem, mas também pode pecar pela falta de persistência. É o despertar da vida.

Touro simboliza a terra fértil, o trabalho e a construção lenta. É a energia que prepara o solo para a colheita futura. Persistente e firme, representa o enraizamento e a conexão com o mundo material.

Associado ao ar, Gêmeos representa a ascensão intelectual e a troca de ideias. É o signo da criatividade mental, do movimento, da curiosidade e da comunicação. Simboliza o impulso do pensamento e da expressão.

Câncer é ligado à água e à sementeira. Representa nutrição, cuidado e vida interior. Sua energia é emocional e intuitiva, voltada para a proteção do que é querido e para a reflexão profunda.

Leão simboliza o auge do verão e o ponto máximo da vitalidade. Associado ao fogo e à autoconfiança, representa liderança, realização e poder criativo. É a energia que brilha e se afirma.

Virgem, ligada à terra e à fertilidade, é o signo do trabalho detalhado e da colheita. Representa análise, perfeccionismo e disciplina. É vista como a expressão da sabedoria prática.

Libra é o signo do equilíbrio e da justiça. Associado ao ar, representa diplomacia, cooperação e busca por harmonia. Está ligado aos equinócios, quando dia e noite se igualam, reforçando sua simbologia de equilíbrio.

Escorpião é água profunda, intensidade e renovação. Representa morte simbólica e renascimento, a capacidade de atravessar crises e se regenerar. É o signo da transformação inevitável.

Sagitário é fogo aventureiro, expansão e desejo de conhecimento. Representa a liberdade, a busca por significado e a colheita das experiências. É um signo de fim de outono, quando o mundo se prepara para o recolhimento.

Capricórnio é associado ao solstício de inverno, período de escuridão e reflexão. Simboliza reverência, piedade e religiosidade interior. O texto menciona que a tradição maçônica poderia se beneficiar de rituais mais conectados à natureza, celebrando simbolicamente a ressurreição de Hiram, alinhada ao renascimento da luz após o inverno.

Aquário é signo de ar e transformação espiritual. Wirth descreve como Saturno, ao entrar no Aquário, muda de papel: deixa de ser apenas limite e peso, e passa a atuar como distribuidor de sabedoria e vida. Ele faz analogia com Indra, da mitologia védica, como aquele que traz vitalidade.

Aquário é o mensageiro que derrama inspiração e fertiliza a terra árida com “águas sublimadas”.

Peixes representa a vida universal em movimento e a conexão invisível entre seres. O signo é descrito como dual, refletindo fraternidade, multiplicação de ideias e espiritualidade. É associado ao deus Éa, divindade das águas vivificantes.

O texto também liga Peixes aos pés, símbolo de dignidade humana e da jornada espiritual do ser humano no mundo.

O ensaio conclui reforçando que o zodíaco deve ser visto como um sistema interligado. Os signos se organizam em quatro elementos, cada qual com três manifestações, criando um esquema rico e complexo de forças.

O grande mérito de Oswald Wirth está em tratar a astrologia como algo além de previsões. Em sua visão, os signos do zodíaco são um conjunto de símbolos que atravessam civilizações, conectando mitos mesopotâmicos, alquimia, hermetismo, tarot e a própria experiência da natureza. Mesmo que você não acredite na astrologia como ciência, Wirth propõe algo difícil de negar: o zodíaco continua sendo uma das formas mais poderosas que a humanidade criou para interpretar ciclos, forças e transformações internas.