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Assim mesmo

Coisas que se escodem nos cantos. Que se deixam ver, apesar dos esconderijos Assim como algumas de nossas emoções, cuja polpa de fruta se prende a espinhos. É o que dói sentir; é o que se sente doer.

Benção dos Cohanin

“O Senhor te abençoe e guarde. O Senhor faça resplandecer a sua presença sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor sobre ti levante a sua providência, e te dê a paz.”

Moloch


Era o deus do fogo dos amonitas, como Camos era dos moabitas. Sacrifícios humanos e provas de fogo eram alguns dos meios que se empregavam para tornar propícia aquela divindade. Os israelitas foram avisados contra este culto com ameaças de terríveis castigos. Aquele que oferecesse o seu filho a Moloque devia ser morto por apedrejamento (Lv 18.21; 20.2 a 5). Sendo já velho o rei Salomão, foram consagrados lugares altos a Moloque num dos cumes do Olivete (1 Rs 11.7). Fazer passar o filho ou a filha pelo fogo, em adoração de Moleque (2 Rs 23.10,13), era matar a criança e depois oferecê-la em holocausto à maneira de Mesa. O sacrifício de crianças era não somente expiatório, mas também purificatório; por ele se supunha que as vítimas eram assim purificadas da imundícia do corpo, alcançando então a união com as forças divinas. Está averiguado que a imagem de Moloque era na forma de um bezerro, com as mãos estendidas para diante, como querendo receber qualquer coisa. No caso de haver ídolo semelhante em outro país, as mãos eram postas na direção do chão de tal maneira que a criança, quando colocada sobre elas, era lançada numa cova de fogo. Os sacerdotes de Moleque tomavam a precedência com respeito aos príncipes de Amom (Jr 49.3).
Fonte: Dicionário Bíblico

Esgotar até as fezes o cálice da humilhação...

Nada a ver com o que a palavra sugere à primeira vista. Vinho "sobre a borra" significa o vinho que era deixado na vasilha, em que primitivamente se havia deitado. E permanecendo ali tornava-se espesso e xaroposo. Antes de ser bebido era coado, e já sem as escórias considerava-se purificado. "Repousar nas suas fezes" significava continuar nas impurezas de um modo descuidoso; e aplicava-se a frase aos preguiçosos, aos estúpidos, e aos néscios (Jr 48.11; Sf 1.12). Beber do vinho das suas fezes queria dizer que se bebia até à ultima gota do cálice (Sl 75.8; Is 51.17).

Eclesiástico

Capítulo 8
1 Não disputes com um homem poderoso, para que não caias em suas
mãos.
2 Não tenhas desavença com um rico, para não acontecer que ele te
mova um processo;
3 pois o ouro e a prata perderam a muitos, e o poder deles chega até a
transviar o coração de um rei.
4 Não tenhas desavença com um grande falador, e não amontoes lenha
em sua fogueira.
5 Não convivas com um homem mal-educado, para não acontecer que
ele fale mal de teus antepassados.
6 Não desprezes um homem que renuncia ao pecado, não lhe dirijas
censuras; lembra-te de que todos merecemos o castigo.
7 Não desprezes um ancião, pois alguns dentre nós também
envelheceremos.
8 Não te alegres com a morte de teu inimigo, pois sabes que todos
morreremos, e não queremos que com isso se regozijem.
9 Não desprezes o que contarem os velhos sábios, mas entretém-te com
suas palavras,
10 pois é com eles que aprenderás a sabedoria, os ensinamentos da
inteligência, e a arte de servir irrepreensivelmente os poderosos.
11 Não desprezes os ensinamentos dos anciãos, pois eles os
aprenderam com seus pais.
12 Estudarás com eles o conhecimento e a arte de responder com
oportunidade.
13 Não acendas os tições dos pecadores, repreendendo-os, para não
acontecer que te queimes nas chamas dos seus pecados.
14 Não resistas perante um insolente, para que ele não arme ciladas às
tuas palavras.
15 Não emprestes dinheiro a alguém mais poderoso do que tu, pois, se
lhe emprestares, considera-o perdido.
16 Não prestes fiança a outrem além de tuas posses, pois se o fizeres,
considera-te na obrigação de pagá-la.
17 Não julgues (o procedimento) de um juiz, pois ele julga conforme a
eqüidade.
18 Não enveredes por um caminho com um audacioso, para não
acontecer que ele faça recair sobre ti seus delitos; pois ele só age
segundo o seu capricho, e por causa de sua loucura perecerás com ele.
19 Não tenhas desavença com um homem irascível; não vás para o
deserto com um audacioso, porque para ele nada vale o sangue, e ele te
destruirá quando te achares sem socorro.
20 Não deliberes com loucos, pois só amam o que lhes agrada.
21 Nada resolvas perante um estranho, pois não sabes o que ele pode
imaginar.
22 Não abras teu coração a qualquer homem, para não acontecer que
recebas uma falsa amizade, e, além disso, ultrajes.

Salomão

O terceiro rei de Israel; décimo filho de Davi e o segundo que teve de Bate-Seba. O seu nascimento tinha sido anunciado nas palavras proféticas de Natã (2 Sm 7.12,13; 1 Cr 22.8 a 10). Nasceu em Jerusalém, e pelo profeta foi chamado Jedidias "querido do Senhor" (2 Sm 5.14; 12.24,25). Quando Adonias, filho de Davi, sendo já seu pai mui velho, se levantou e disse "eu reinarei" (1 Rs 1.5), Natã incitou a rainha Bate-Seba a que fizesse lembrar a Davi a sua promessa com respeito a Salomão. Imediatamente procedeu Bate-Seba neste sentido, falando nas pretensões de Adonias a Davi, que, informado do que se passava, mandou a Zadoque e a Natã que fosse ungido rei o seu filho Salomão. Os partidários de Adonias prontamente o abandonaram, mas Salomão não lhe fez então mal algum, mandando-o ir para sua casa (1 Rs 1.53; 1 Cr 23.1). Mais tarde foi repetida a cerimônia da unção (1 Cr 29.22 a 25).

Depois da morte de Davi (1 Rs 2.10), casou Salomão com uma filha do Faraó do Egito, trazendo-a para Jerusalém (1 Rs 3.1). Num sonho que teve, pediu a Deus que lhe desse sabedoria, recebendo então a promessa de abundantes bênçãos (1 Rs 3.5 a 15).

A sua sabedoria, a sua piedade (1 Rs 3.16 a 28; 5.5), o esplendor da sua casa, e a extensão do seu reino, espalharam longe a sua fama (1 Rs 10.1 a 13). Como tinha sido predito, foi ele que edificou o primeiro templo de Jerusalém (1 Rs 5.6; 2 Cr 2 a 4), e um palácio para si; a Casa do Bosque do Líbano; um edifício para a rainha egípcia, sua mulher; o muro de Jerusalém, e várias cidades (1 Rs 3.1; 7.1,2,8; 9.15 a 19,24).

Salomão e o seu povo gozaram de profunda paz durante o seu reinado, e em todos os seus domínios. Ele governou sobre todos os povos desde o Eufrates (e ainda mais para além deste rio) até ao Nilo. O seu exército era grande e achava-se bem equipado (1 Rs 4.26; 10.26; 2 Cr 1.14). De tal maneira ele protegeu o comércio que a Palestina se tornou rica, abundante em artigos de luxo (1 Rs 9.26 e 28; 10.14,15,27 a 29). A sua casa tornou-se notável pela sua riqueza e esplendor (1 Rs 10.5; cp. com Mt 6.29).

Mas a prosperidade degenerou em voluptuosidade; a moral e a religião decaíram muito. Salomão tomou mulheres e concubinas em número de mil, havendo entre elas moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias. E de tal modo foi o seu coração pervertido por essas mulheres que ele chegou a adorar os falsos deuses, como Astarote dos sidônios, Moloque dos amonitas, e Camos dos moabitas, aos quais edificou templos no monte das Oliveiras (1 Rs 11.1 e 2; Ne 13.26). Os seus pecados trouxeram o castigo anunciado (2 Sm 7.14; 1 Rs 11.9 a 13), e apareceram os inimigos (1 Rs 11.14 a 40), enevoando os seus últimos dias.

Depois de ter reinado quarenta anos, morreu Salomão, sendo sepultado "na cidade de seu pai Davi" (1 Rs 11.42,43; 2 Cr 9.29 a 31). Três livros do A.T., Provérbios, Eclesiastes e Cantares, são atribuídos a esse rei. Jesus Cristo fez alusões à sabedoria de Salomão e à magnificência com que vivia (Mt 6.29; 12.42; Lc 11.31; 12.27).

Fonte: Dicionário Bíblico

Sobre a palavra “JEHOVAH”


O mais antigo exemplo que se conhece do emprego da palavra Jeová, é do ano 1518 d.C., e é devido à má compreensão de um termo hebraico, cujas consoantes são Yhwk. Depois do cativeiro tinham os judeus tão grande respeito a este nome, que, na verdade, somente era usado, segundo algumas autoridades, pelo sumo sacerdote, uma só vez no ano, no dia da expiação. Todavia, Yhwk ocorre muito freqüentemente na Sagrada Escritura; e por isso outra palavra, Adonai (Senhor), a substituiu na leitura em alta voz, e foi adotada pelos tradutores nas diversas línguas estrangeiras (em grego Kyrios; em latim Dominus). E desta maneira se perdeu a verdadeira pronúncia de Yhwk.

Quando, porém, foram acrescentadas às consoantes hebraicas (no oitavo e nono século d.C.) as letras vogais, as de Adonai foram dadas a Yhwk em vez das suas próprias. Por esta razão, se o primeiro "a" fosse levemente disfarçado seria possível ler-se Yehowah; e foi isto o que realmente aconteceu. Com estas vogais se pretendeu, tanto quanto possível, designar várias formas do verbo hebraico e sugerir assim, numa só palavra, Jeová, estas idéias: "O que será", "O que é", e "Aquele que foi".

Embora isto seja pura imaginação, concorda com a frase que se encontra no Ap 1.4. Primitivamente, sem dúvida, Yhwk representava aquele tempo de um verbo hebraico que implica continuidade (o tempo chamado "imperfeito"), e com as suas vogais se lia Yahaweh ou Yahwek. A sua significação era provavelmente "Aquele que é", ou "Aquele que será", sugerindo plena vida com infinitas possibilidades. Para isto há a seguinte explicação: Quando Moisés quis informar-se a respeito do nome de Deus, foi esta a resposta: "O Ente 'Eu sou o que sou', 'ou Serei o que serei', me mandou vir ter contigo."

Este nome significa, então, o Ser que subsiste por Si, o qual proverá a respeito do Seu Povo. Quanto a saber-se até que ponto o nome era conhecido do povo de Israel, antes da chamada de Moisés, não é possível aprofundar o assunto. Por um lado, explicitamente diz Deus: "Eu sou o Senhor: e eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como Deus, o Todo-poderoso (El-Saddai); mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido."

Por outro lado, freqüentemente ocorre esse nome no livro de Gênesis, e acham-se vestígios dele, com aplicação a um certo deus, nos primitivos documentos babilônicos. Tudo bem considerado, é provável que o uso da palavra no Gênesis seja devido a escritores ou copistas, posteriores à chamada de Moisés, e que, embora a palavra fosse conhecida antes desse tempo, não estava formalmente identificada com o verdadeiro Deus. Seja como for, a palavra era tão expressiva, tão cheia de promessas para um homem que começa a sua vida, e para uma nação que estava a ponto de entrar numa carreira de proveito para todo o mundo, que a sua escolha não somente revelava a natureza de Deus, mas também assegurava o bom resultado do Seu povo. Era o nome do pacto com Deus, e estava revestido de poder. (Dic. Bibl.)

Dia de São Jorge

É hoje, 23 de abril, que se festeja São Jorge. No sincretismo religioso, identifica-se com o Orixá Ogum, o deus que proteje aqueles que lutam por um ideal. Pede-se a ele bênçãos, fé e esperança, a libertação frente as contrariedades como também frente aos inimigos.
Patacori. Ogum Iê. Ogum, Saravá, Ogum!