São Longuinho: da lança aos “três pulinhos”


São Longuinho é uma simpatia! Um querido. Se você perde o brinco, não sabe onde deixou as chaves ou o controle da TV, chame por ele: “São Longuinho, São Longuinho… se eu achar, dou três pulinhos!”.

O nome Longinus (ou Longino) aparece no século IV, como no Evangelho de Nicodemos. A Igreja Católica o identifica como o soldado romano que, durante a crucificação de Jesus, perfurou o lado direito de Cristo com uma lança para verificar se já estava morto (João 19:34).  Do ferimento jorrou sangue e água — fato relatado no Evangelho de João. Segundo a tradição posterior (especialmente a partir da Idade Média), o sangue que tocou os olhos do centurião, que sofria de problemas de visão ou cegueira parcial, o teria curado instantaneamente. Esse milagre o levou à conversão imediata ao cristianismo. Uma vez convertido, ele deixa o exército romano e vai pregar a fé em sua terra natal. A Capadócia. Foi martirizado por ordem de Pilatos ou das autoridades romanas.

Por isso, é venerado como mártir nas Igrejas Católica, Ortodoxa e Armênia e festejado no dia 15 de março no calendário romano e em 16 de outubro na tradição ortodoxa.

Ninguém sabe ao certo a origem exata dos três pulinhos. Porém, quando o objeto perdido aparece, a pessoa costuma cumprir a promessa na hora: “São Longuinho, obrigado!” + três pulinhos bem dados. Ele é padroeiro informal dos oftalmologistas (por causa da cura da visão) e, no imaginário popular, dos “desmemoriados” e “esquecidos”. 

Nas representações, aparece como ancião solitário que traz uma lança ou cajado. É muito parecido com o Eremita, Arcano IX do Tarô, o que já fez com que fosse chamado de “santo padroeiro dos tarólogos”. Afinal, se São Longuinho encontra coisas perdidas, o Eremita ajuda a “encontrar” verdades ocultas.

Na foto, o “meu” São Longuinho.

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