Existe, todavia, outra experiência do tempo, bem mais rara e misteriosa. Os gregos — sempre eles, parece — chamavam esse tempo de Kairós.
Enquanto Cronos mede quantidades, Kairós pergunta: quando?
Porque não se trata das quantidades, mas do momento certo, do instante oportuno, da hora em que se cumpre o destino.
Kairós é o tempo de Deus.
É o tempo em que se cumprirão todas as promessas que amadurecem em silêncio, o tempo dos encontros decisivos e das transformações profundas.
Vivemos em Cronos, mas sonhamos em Kairós.
Confiar significa caminhar em Cronos sem conhecer o Kairós.
Confiar significa não confundir demora com abandono.
Cronos ensina-nos a contar os dias. Kairós ensina-nos a esperar.
Porque, entre a promessa e o seu cumprimento, habita a Esperança.
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