Ritual Alquímico de Transmutação

O Ritual Alquímico de Transmutação que proponho para você consiste em uma maneira de obter clareza, e coragem: a alquimia do ser que se transforma sempre, tanto interna, quanto externamente. Você pode utilizar elementos físicos que, todavia, valem pelo que simbolizam e não pelo que são realmente. Reúna os seguintes elementos:

·         Um caldeirão ou recipiente grande o suficiente para conter água ou fogo com segurança.

·         Uma vela branca: a luz de sua consciência.

·         Um espelho: reflexão e autoconhecimento.

·         Água: fluidez e adaptação.

·         Sal: estabilidade e purificação.

·         Um cristal ou pedra preciosa.

·         Incenso de sálvia ou lavanda: purificação do espaço.

·         Um lápis, diário ou caderno para anotações.

Escolha um local silencioso onde você se sinta confortável e seguro. Limpe esse espaço com o incenso de sálvia ou lavanda e disponha os materiais de maneira simbólica. Coloque o caldeirão ou recipiente no centro como ponto focal. Sente-se bem em frente e entre em um estado de calma, respirando profundamente e sentindo o ambiente. Acenda a vela branca e visualize nela a luz da sua consciência. Olhe então para o espelho e pense sobre quem é você e o que deseja alcançar com este ritual.

Depois, despeje água no caldeirão e adicione um pouco de sal à água: pense na estabilidade e na purificação necessárias à transmutação. Coloque o cristal ou a pedra preciosa na água, representando a transformação espiritual que você busca. Olhe para o espelho. Pense sobre sua própria imagem. Reflita sobre os seus desejos de transformação. Procure manter-se em um estado de profunda contemplação até que se sinta inspirado. Conheça-se. Escreva o que lhe vier à mente, ou desenhe algo que lhe pareça inspirador.

Não mostre a ninguém, absolutamente ninguém, o que escrever, desenhar ou riscar nesse caderno. Depois, manifeste sua gratidão aos elementos e às energias que o acompanharam nessa breve jornada. Apague a vela. Guarde os materiais nos seus lugares.

Repita esse Ritual sempre que desejar transformações.

Grandes Personagens na Maçonaria

Muito se fala sobre grandes personagens que tenham feito parte da Ordem. Dentre eles, podemos destacar o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, considerado um dos membros mais influentes da fraternidade. Benjamin Franklin também teria sido um maçom dedicado, com significativa influência na expansão da Maçonaria na América. Não menos famoso, Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, ativo membro da Loja Maçônica Studholme Lodge nº 1591 em Londres. Há quem se refira ainda ao compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart e a Voltaire, que teria se iniciado em 1778. Do grupo revolucionário, Simon Bolívar, cujas ideias políticas refletiram os ideais maçônicos de liberdade e igualdade. Quanto a George Washington e Benjamin Franklin, ambos têm uma associação maçônica bem documentada. No entanto, no que toca a Mozart e a Voltaire, as evidências são mais ambíguas. A participação de Winston Churchill é bastante confirmada, mas é sempre bom lembrar que nem todos os famosos associados à Maçonaria eram necessariamente seus membros mais ativos ou devotados.

Nesta Webster

Dentre os críticos ferrenhos à chamada Sublime Ordem, destaque para uma mulher. Chamava-se Nesta H. Webster (1876-1960), uma escritora britânica que escreveu sobre sociedades secretas e conspirações. Crítica dessas organizações, ela acreditava que exerciam uma influência negativa na sociedade. Em sua obra "Secret Societies and Subversive Movements" (1924), Webster discute várias sociedades secretas, incluindo a Maçonaria, sustentando que teriam desempenhado um papel significativo em eventos históricos. Em suas teorias da conspiração sobre os Illuminati, alegava que seus membros estariam envolvidos em uma conspiração que visava à dominação mundial comunista, culpando esses grupos pela Revolução Francesa, a Revolução de 1848, a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique. Seus escritos influenciaram movimentos e ideologias conspiratórias posteriores, como o anticomunismo americano, por exemplo. Ela se envolveu em grupos de extrema direita, sustentando que o bolchevismo fazia parte de uma conspiração mais antiga. Curiosamente, Webster diferenciava a "Maçonaria Continental" da "Maçonaria Britânica", considerando a primeira subversiva e a segunda uma defensora da lei e da ordem. Foi influenciada pelo Abade Barruel. No prefácio de seu livro "Secret Societies and Subversive Movements" (ISBN: 1585090921, 9781585090921) escreveu: "Da mesma forma, no que diz respeito às sociedades secretas, vou confiar, tanto quanto possível, nos documentos e admissões de seus membros, ponto em que pude reunir muitos dados novos que corroboram inteiramente minha tese anterior. Deve-se entender que não proponho dar uma história completa das sociedades secretas, mas apenas das sociedades secretas em sua relação com o movimento revolucionário. Portanto, não tentarei descrever as teorias do ocultismo nem investigar os segredos da Maçonaria, mas simplesmente relatar a história desses sistemas para mostrar como eles foram utilizados para um propósito subversivo. Se então eu falhar em convencer os incrédulos de que forças secretas da revolução existem, não será por falta de evidências."

Imagem: Nesta Webster aos 53 anos. Wikipedia.

Abade Augustin Barruel

O Abade Augustin Barruel, autor de "Memórias para Servir à História do Jacobinismo", publicada em quatro volumes entre 1797 e 1799, foi um jesuíta e escritor francês do final do século XVIII e início do século XIX. Ele via a Maçonaria como parte de uma vasta conspiração que visava minar a ordem social estabelecida, promover ideias radicais e destruir a religião e a monarquia. Para ele, a Ordem estaria infiltrada pelos Illuminati, sociedade secreta fundada na Baviera, em 1776, por Adam Weishaupt, um professor alemão, visando promover os ideais do Iluminismo, como racionalismo, liberalismo e igualdade. Apesar de os Illuminati terem sido suprimidos em 1785, muitos acreditam que seus líderes continuaram a existir secretamente, influenciando, inclusive, outras sociedades secretas que trabalhavam para promover seus objetivos revolucionários. Barruel acreditava que muitos dos líderes da Revolução Francesa eram maçons e que utilizavam a Ordem e seus contatos para promover planos revolucionários.

Imagem: Augustin Barruel, par Auguste Pidoux (1809-1870), d'après Desrosiers. Lithographie publiée à Paris par A. Boblet.

Fonte: Wikipedia 

"Não somos aquilo que dizem que somos"

"Sim; a Maçonaria, o supremo esforço do poder das trevas contra a luz da verdade, é incontestavelmente o mais temeroso inimigo que a Egreja tem tido que debellar. Quando lhe convém, a seita perversa emprega com habilidade summa, superior até a daquelles tempos idos, ora a requintada atrocidade de Herodes; ora as estudadas crueldades de Nero e Diocleciano; ora a refinada malicia das heresias e schismas; ora a perfidia, a ironia, o ridiculo de Juliano; ora o carcere, a proscripção e confiscação de Valente; ora os sophismas de Celso e Porphirio; ora o facho e a machadinha de Alarico, o ferro e o fogo do Propheta arabe; ora, finalmente, a seducção e as argucias de Luthero e Calvino.

Provas irrefragaveis de tudo isto temol-as de sobejo nos assombrosos acontecimentos e barbaras scenas da grande Revolução franceza; no que se deu no periodo dos trinta annos que a precederam; e no que actualmente estamos com dôr immensa presenciando por toda a parte.

Sob as odiosas denominações de fanatismo, ultramontanismo, romanismo, jesuitismo, etc., não cessa a Maçonaria de mover guerra sem tregoas ao Catholicismo, combatendo-o a todo o transe, por todos os meios, por todos os lados.

Nesta lucta renhida, travada ha seculos, tem de ordinário a maxima parte nas tribulações a illustre Sociedade de Jesus, que, estando sempre a pé firme na estacada, sempre impavida na vanguarda dos exercitos do Senhor, é a que primeiro arrosta com o odio, furor e impetuosos accommettimentos das hostes adversas"

BISPO DE OLINDA. A Maçonaria e os Jesuítas. Instrucção Pastoral aos seus diocesanos. Rio de Janeiro: Typ. do Apostolo, 1875, p. 7.

PS.: Lendo isso, só fico pensando naquele adesivo que às vezes aparece colados em veículos, onde aparece um bodinho irônico e sorridente com a legenda que diz: "Não somos aquilo que dizem que somos".