Coisas que se escodem nos cantos. Que se deixam ver, apesar dos esconderijos Assim como algumas de nossas emoções, cuja polpa de fruta se prende a espinhos. É o que dói sentir; é o que se sente doer.
Leio de tudo. Dos clássicos e acadêmicos até almanaques populares e bulas de remédio. Excluindo revistas em quadrinhos, devoro qualquer tipo de literatura, mesmo aquela vista como dejeto cultural. Certamente já li e escrevi muita coisa, traduzi outras tantas, e meus arquivos estão cheios de traças que vieram das alturas do Himalaia. Este blog, então, vai ser o canal de saberes fragmentados, oficiais e oficiosos, que os Mestres do Imaginário oferecem a nossa indiscrição.
Algum anjo por aí?

Procura-se um anjo disposto a prestar um servicinho pouco convencional. Procura-se um, que um só deve bastar. Que seja bem mandado e que saiba assombrar, apavorar, gelar o coração de medo. Um desses anjos cuja bondade é assim digamos meio duvidosa. Não precisa ser do mal, todavia. Basta que seja meio neutro e, sobretudo, bem humorado.
Fundamental, de verdade, é que compre esta briga por mim, que fique do meu lado, que seja tendencioso e claramente partidário da minha causa.
É que eu cansei dos justos.
E ando morrendo de medo de tanta gente que, de uma hora para outra, decidiu fazer o bem...
Anjo... Hei?!
Tem algum por aí?
Senti falta
Cada vez que alimentava os meus outros bloggers, ficava lançando um olhar comprido de saudade para estes Mestres do Imaginário. A quem escreveu perguntado, contei da estrepolia que fiz ao tentar mudar o modelo. Depois a preguiça de arrumar tudo. Hoje dei um certo jeito, arrumei um pouco a casa e liberei tudo outra vez.
Foucault pendulum animated
Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la. Em
cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre perde-se a coisa à vista. Guardar
uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la
ou ser por ela iluminado. Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer
vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto
é, estar por ela ou ser por ela. [...]
CÍCERO, A. 2008. Guardar: poemas escolhi- dos. In: A.
CÍCERO, Guardar. 4a ed., Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 11
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