Assim mesmo

Coisas que se escodem nos cantos. Que se deixam ver, apesar dos esconderijos Assim como algumas de nossas emoções, cuja polpa de fruta se prende a espinhos. É o que dói sentir; é o que se sente doer.

Algum anjo por aí?


Procura-se um anjo disposto a prestar um servicinho pouco convencional. Procura-se um, que um só deve bastar. Que seja bem mandado e que saiba assombrar, apavorar, gelar o coração de medo. Um desses anjos cuja bondade é assim digamos meio duvidosa. Não precisa ser do mal, todavia. Basta que seja meio neutro e, sobretudo, bem humorado.
Fundamental, de verdade, é que compre esta briga por mim, que fique do meu lado, que seja tendencioso e claramente partidário da minha causa.
É que eu cansei dos justos.
E ando morrendo de medo de tanta gente que, de uma hora para outra, decidiu fazer o bem... 
Anjo... Hei?!
Tem algum por aí?

Senti falta


Cada vez que alimentava os meus outros bloggers, ficava lançando um olhar comprido de saudade para estes Mestres do Imaginário. A quem escreveu perguntado, contei da estrepolia que fiz ao tentar mudar o modelo. Depois a preguiça de arrumar tudo. Hoje dei um certo jeito, arrumei um pouco a casa e liberei tudo outra vez.  


Foucault pendulum animated

By DemonDeLuxe (Dominique Toussaint) (Own work) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via Wikimedia Commons

Guardar

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la. Em cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre perde-se a coisa à vista. Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado. Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela, isto é, estar por ela ou ser por ela. [...]

CÍCERO, A. 2008. Guardar: poemas escolhi- dos. In: A. CÍCERO, Guardar. 4a ed., Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 11