Da morte dos mundos

Os mundos morrem, porque eles nascem. Nascendo-se, morre-se incessantemente. E a criação, sempre imperfeita, prossegue em incessantes metamorfoses. As estrelas extinguem-se sem que possamos dizer se essas filhas da luz, morrendo assim, não começam, como planetas, uma existência fecunda, e se os planetas, eles mesmos, não se dissolvem para se tornarem estrelas novamente. Nós sabemos apenas que não há mais repouso nos espaços celestes do que há sobre a Terra, e que a lei do trabalho e do esforço governa a infinidade de mundos.

Anatole France, Le Jardin d'Épicure.
Imagem: Retrato de Anatole France (1844-1924) por Anders Zorn (1860-1920). Fonte: Wikimedia Commons.

Uma coisa que escrevi para alguém um dia


Bem, sabes o quanto eu gosto de ler artigos de um cara chamado Alain de BENOIST. Pois é. Descobri um resumo que ele fez sobre tipologia dos estilos amorosos e, na hora, me lembrei dessas fórmulas simples que já vem prêt-a-penser... 
O texto refere-se a seis livros escritos sobre o tema entre 1980 e 1992, e eu vou resumi-lo aqui para ti.
O negócio é divertido. Haveria três tipos primários de estilos amorosos:
Eros, o amor romântico e apaixonado;
Ludus, o amor com um componente lúdico; e
Storge, o amor com tendência amical.
Depois vinham mais três tipos secundários:
Mania, o amor fundamentado sobre a possessividade e a dependência;
Pragma, o amor calculador; e
Ágape, o amor altruísta ou sacrificial.
Bom, esses três últimos tipos secundários foram postos em relação com casais de tipos primários: Mania, por exemplo, era considerado como uma mistura de Eros e de Ludus, mesmo sendo qualitativamente diferente de um como de outro. Isso foi investigado dez anos mais tarde por um tal de Hendrick que tentou mesmo criar um instrumento de investigação que permitisse a análise fatorial da realidade e a fiabilidade dessa classificação. Outros estudos mais recentes tentaram descobrir em que medida essas seis categorias de amor diferentes podiam ser postas estatisticamente em relação com traços psicológicos particulares. Uns caras chamados Ian Mallandain et Martin F. Davies selecionaram, então, três traços clássicos de temperamento: a Estima de Si, a Emotividade e a Impulsividade e, agora o mais interessante, eles redefiniram as categorias identificadas antes agora usando Frases Chaves, como o cara do Eneagrama, lembra? Ficou assim:
Eros: “Meu parceiro e eu fomos atraídos um em direção ao outro logo que nos vimos”.
Ludus: “Prefiro que meu parceiro não se sinta nunca inteiramente seguro dos sentimentos que tenho por ele”.
Pragma: “Antes de me comprometer em uma relação com alguém, esforço-me primeiro em saber que lugar isso vais ocupar na minha vida”.
Ágape: “Eu sempre tento ajudar meu parceiro em momentos difíceis”
Já a Estima de Si foi medida diante da concordância ou discordância com frases tais como “estou sempre errado” ou “não tenho uma boa opinião sobre mim mesmo”. A Emotividade, com frases tais como “Estou sempre perturbado” “Tudo que acontece reflete sobre mim” e a Impulsividade, “Sempre acho difícil resistir à tentação”, “passo constantemente de um centro de interesse a outro”.
Sabes o que os caras acharam?
Estima de Si foi encontrada correlata a Eros, ou seja, o amor apaixonado vai de par com um sentido agudo da dificuldade em encontrar um parceiro conforme à imagem ideal que se faz de si, mas exige também uma personalidade capaz de aceitar os riscos inerentes a uma tal situação, mas aparece negativamente em relação à Mania, ou seja, quanto mais os indivíduos se mostram decepcionados pela existência e por eles mesmos, mais eles estão prontos a aceitar não importa que parceiro. Isso até era esperado, mas foi encontrada uma relação negativa também com Storge e Ágape.
Como se esperava também, a Emotividade apareceu associada positivamente à Mania, sendo que o tipo maníaco caracteriza-se por uma propensão ao ciúme possessivo e à necessidade de ser sem cessar assegurado sobre a realidade dos sentimentos do outro. Mas também a Emotividade aparece associada a Ludus, quando se poderia pensar que o fato de “jogar” com os sentimentos do parceiro traduzisse uma menor implicação emotiva na relação. De outra parte, contrariamente àquilo em que se poderia acreditar, a Emoção aparece negativamente correlacionada com Eros.
Como previsto a Impulsividade apareceu correlata positivamente com Ludus, mas também, o que não estava previsto, com Mania.
Com exceção de Eros, mais comum entre os jovens, a idade parece não ter influência sobre a propensão ou a escolha de um tipo amorosa de preferência a outro. No plano sexual, as mulheres aderem mais freqüentemente que os homens a Storge e menos freqüentemente que eles ao tipo Ágape.
Em resumo, acho que está aí uma ideia e tanto para ser desenvolvida ao nível das pessoas comuns. É simples e, ao que eu saiba, os conceitos todos são prontos...
Beijos!
Imagem: Jan Olis Amor mit Bogen.jpg Deutsch: Amor mit Bogen. Monogrammiert. ÖL/Kupfer, 38 x 28 cm. Date before 1676 Source Düsseldorfer Auktionshaus Fonte: Wikipedia Commons


Écrasez l’infâme!

"O conceito de «além», de «mundo verdadeiro», foi inventado para desvalorizar 
o único mundo que existe – para destituir a nossa realidade terrena 
de todo o fim, de toda a razão, de todo o propósito! O conceito de 
«alma», de «espírito», finalmente ainda de «alma imortal», inventou-
se para desprezar o corpo, para o tornar doente – «santo» –, para se 
deparar com uma horrível incúria em todas as coisas que na vida merecem 
seriedade, as questões de alimentação, habitação, dieta espiritual, 
cuidado com os doentes, higiene, tempo! Em vez da saúde, a «salvação 
da alma» – quer dizer, uma folie circulaire entre as convulsões da 
penitência e a histeria da redenção! O conceito de «pecado» foi inventado, 
juntamente com o instrumento complementar de tortura, a noção 
de «vontade livre», para extraviar os instintos, para transformar em segunda 
natureza a desconfiança para com os instintos! No conceito de 
«desinteresse», de «renúncia a si mesmo», encontra-se o genuíno sinal 
de décadence;o engodo pelo maléfico, a incapacidade de já não 
encontrar a sua utilidade, a autodestruição, tornaram-se em geral qualidades 
distintivas, o «dever», a «santidade», o «divino» no homem! 
Por fim – e é o mais terrível – no conceito de homem bom, toma-se o 
partido de tudo o que é fraco, doente, falhado, do que em si mesmo é 
passivo, de tudo o que deve perecer – a lei da selecção é contrariada, e 
faz-se um ideal a partir da oposição ao homem altivo e bem sucedido, 
ao homem que diz sim, ao homem que garante e está certo do futuro – 
este torna-se agora o mau... E em tudo isto se acreditou como moral! 
Écrasez l’infâme!"

Friedrich Nietzsche 

O nada em marcha

"O ponto matemático sem
dimensão nada é, mas, posto em movimento, este nada engendra a
linha, geradora da superfície, mãe de todos os corpos de três
dimensões. Não somos nada enquanto permanecemos imóveis, mas
nosso movimento deixa um traçado luminoso, mesmo que não
sejamos mais que efêmeras estrelas cadentes. Se concebermos que
tudo não é mais que o nada em marcha, tornamos ativa nossa
inação, sem nos enganarmos sobre nosso próprio valor e nossa
capacidade. Agimos, sem nos debater em pura perda, porque
vamos construir, porque este é o objetivo da vida.
Todavia, após haver sondado a profundidade de nossa
ignorância, como podemos trabalhar em segurança, certos de que
não nos enganaremos em nossa empresa? Ora, a desilusão paralisa:
ela destrói a confiança adquirida pelo Companheiro e a certeza dos
princípios segundo os quais ele trabalha. Perdendo sua fé ativa, ele
abandona seus utensílios para permanecer desamparado entre
aqueles que sucumbem, como ele, na grande prova da decepção.
Em que o desiludido poria sua confiança? Está sem ilusões
mesmo quanto à Maçonaria, instituição que formula os bons
princípios, mas não os aplica mesmo em seu próprio seio. Os
maçons pretendem fazer reinar a harmonia no mundo: ora, eles se
agrupam em organizações que se opõem umas às outras e se
recusam a confraternizar entre elas. As Lojas recrutam mal e são
invadidas por ignorantes vaidosos, incapazes de se iniciar
realmente: também a iniciação é ela fictícia, e a Maçonaria vegeta
como um corpo sem alma do qual o espírito foi retirado.
Tal é, eis, a irreparável catástrofe prevista pelo Ritual: o
Espírito não mais governa. O Arquiteto do Templo está morto, e
ninguém é capaz de substituí-lo. Os Mestres que recebiam suas
instruções estão desamparados. Estão reunidos na Câmara do Meio,
mas avaliam a situação sem saída e se abandonam à dor de não ter à
sua cabeça o sábio Hiram, detentor dos supremos segredos da Arte
de construir."

OSWALD WIRTH

Nem Lúcifer, nem Prometeu: o homem

"Hors les temps de la foi, où l'homme croit trouver dans les choses le dessin d'une destinée toute faite, qui peut éviter ces questions et qui peut donner une autre réponse ? Ou plutôt : la foi, dépouillée de ses illusions, n'est-elle pas cela même, ce mouvement par lequel, nous joignant aux autres et joignant notre présent à notre passé, nous faisons en sorte que tout ait un sens, [331] nous achevons en une parole précise le discours confus du monde ? Les saints du christianisme, les héros des révolutions passées n'ont jamais fait autre chose. Simplement ils essayaient de croire que leur combat était déjà gagné dans le ciel ou dans l'Histoire. Les hommes d'aujourd'hui n'ont pas cette ressource. Le héros des contemporains, ce n'est pas Lucifer, ce n'est pas même Prométhée, c'est l'homme."

Maurice Merleau-Ponty

Madre Tereza

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais
A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!

Madre Tereza de Calcutá

Fonte: https://www.mundodasmensagens.com/mensagens-reflexao/

Então

Se eu pudesse brincar,

e imaginar,
diria que no inferno
a lava deve ferver assim...

Mas to brincando.
Deve ferver assado mesmo.

Da água triste

TUMULTO

Tempestade... O desgrenhamento
das ramagens... O choro vão 
da água triste, do longo vento, 
vem morrer-me no coração.

A água triste cai como um sonho,
sonho velho que se esqueceu...
( Quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu!...)

E minha alma, sem luz nem tenda,
passa errante, na noite má,`
à procura de quem me entenda
e de quem me consolará...
Cecília MeirelesFonte: O Pensador

TREZENA DE SANTO ANTÔNIO



Só faça quando precisar de algo urgente.
Pode guardar pelo tempo que for necessário.
Se você não é católico ou não precisa, não a destrua, dê a alguém que tenha necessidade de uma graça.

ORAÇÃO
Santo Antônio, que a pena que me aflige se torne alegria. (Faça o pedido.)

EXPLICAÇÃO
Rezar: 1 Pai Nosso, 3 Ave-Marias e Glória ao Pai.
Rezar durante 13 (treze) terças-feiras.
Dar um nó na fita cada vez que rezar: um nó para cada terça-feira.
Cada terça-feira deixar três cópias em uma igreja ou entregar as cópias da trezena  para três pessoas, cada uma dessas cópias acompanhada de 30 centímetros de fita azul.
Alcançada a graça, envie a fita azul para o seguinte endereço:

Reverendo Padre da Igreja Nossa Senhora da Lampadosa
Avenidas Passos, 15
CEP: 20.051-040 ― Rio de Janeiro
O MILGRE É TÃO GRANDE QUE VOCÊ NÃO CHEGA A DAR O QUINTO NÓ, MESMO ASSIM, TERMINE A TREZENA.

Imagem:  Convento de Santo Antonio do Largo da Carioca - Igreja de Santo Antonio - Azulejo com imagem de Santo Antonio com Jesus no colo. Fonte: Wikipedia Commons.